sábado, 23 de maio de 2009

SOS CIGANOS


AJUDA AOS ACAMPAMENTOS CIGANOS





Há anos, antes mesmo de ser constituída, a Embaixada Cigana do Brasil (Phralipen Romaní) - que é uma ONG - vem realizando vários mutirões de ajuda aos ciganos acampados em diversos locais de São Paulo, mesmo aos mais organizados como o de Itapevi, que tem a liderança do capitão Geneci (e sua esposa, a calin Sônia). Lá existem, inclusive, instalações básicas de higiene e saneamento. Em dezembro de 2008, a E.C.B realizou o natal dos chavi (crianças ciganas), levando brinquedos, roupas e oferecendo um gostoso lanche.


Já a Páscoa Cigana foi comemorada no acampamento de Itaquaquecetuba comandado pelo capitão Euclides com a distribuição de ovos de chocolate para as crianças. O Deptº Calon da E.C.B. aos cuidados da calin Sttrada doou farto material escolar para a alfabetização de crianças e adolescentes. Eles tem grande noção do CHIB (o dialeto calon), mas querem saber escrever melhor o português, daí a calin Coté (esposa do músico Juan Marques) já começou a dar essas aulas .


À partir do dia 30 de maio, a E.C.B. estará voltando a esse acampamento para entregar 80 quilos de mantimentos (não perecíveis) e roupas para as crianças, doados por alunos de uma grande universidade de SP; também estará viabilizando vários Registros em Cartório de alguns ciganos vindos de Minas Gerais para São Paulo, para melhor conscientiza-los da necessidade de estar em dia com seus documentos e do processo de cidadania.


O mentor dessas iniciativas é o barô sintó Nicolás Ramanush criador da Embaixada Cigana do Brasil (Phralipen Romani) e sua esposa Ingrid com a ajuda de diversos membros, amigos e patrocinadores dessa ONG. No momento, estamos precisando angariar produtos de higiene pessoal. Aliás, o trabalho de fornecer noções sobre esse assunto bem como de primeiros socorros e assistência social sempre esteve à cargo da romí Jovanka (emfermeira diplomada) e do seu esposo o calon Rodrigo Valenzuela.


Você que tem senso de humanidade gostaria de nos acompanhar nesse trabalho? Que tal contribuir para a melhoria das condições de vida dos ciganos acampados na periferia de São Paulo?

Quer saber como? Então, entre no Site da E.C.B. - http://www.embaixadaciganadobrasil.com.br/
conheça todo esse movimento em prol dos ciganos; se inscreva para participar e/ou ligue para o barô Nicólas (da Vitza Ramanush): 55+11 - 9743.2449 para maiores informações, sabendo desde já, que Você pode colaborar como pessoa física ou como pessoa jurídica.

Deixamos aqui os nossos mais profundos e sinceros agradecimentos. Nais tuke!

Calin Sttrada - ciganasttrada@hotmail.com - F. 55+11 - 8561.1567.

TRADIÇÃO E CULTURA CIGANA

RITOS DE PASSAGEM DOS CIGANOS – GRANDES RITUAIS

FONTE: http://web.1asphost.com/RHAYIA/index2.htm

Nascimento

Em toda tribo cigana, o nascimento de uma criança é motivo para festas, principalmente se for o primeiro filho de um casal. Para começar, todo o bebê é considerado por eles um ser muito especial, que traz ao mundo novos conhecimentos do Universo e uma mensagem de esperança para toda a humanidade. Depois, porque é sinal de continuidade e reforço da tribo. E finalmente, se for o primogênito de um casal, representa a inauguração de uma nova família nuclear. A partir de seu nascimento, o jovem pai ganha prestígio, autoridade, responsabilidade e privilégios iguais aos de qualquer outro adulto casado, mesmo que este seja muito velho. Também a mulher se beneficía com a maternidade, já que deixa de ser bori (nora) para virar mãe-o que dá mais autoridade à figura feminina. A criança será tratada com o máximo de carinho e respeito por todo o grupo, e seu nascimento merece uma longa festa de dois ou três dias. Mais tarde, ela será batizada em uma ou várias religiões. Afinal, os ciganos fazem quesrão do batismo e acreditam que ele traga sorte. Mas o ritual mais marcante é o dos nomes. Este, sim, um verdadeiro batismo cigano. Sua realização começa no momento da primeira mamada, quando a mãe sopra no ouvido da criança seu nome secreto-que ninguém mais conhecerá e só lhe será revelado no dia de seu próprio casamento. Mais tarde, nos festejos, a criança receberá um segundo nome; pelo qual ficara conhecido na tribo. Finalmente, terá também um terceiro nome, este para ser usado apenas no mundo dos gadjé (não ciganos). E assim começará a ser forjada a identidade cigana dessa criança, seu primeiro.

Casamento

Ao contrário do que se pensa, a famosa paixão e sensualidade ciganas nem sempre estão presentes no casamento de uma tribo. Na hora de formar um casal, quase sempre o romantismo dá lugar a critérios mais objetivos, como a capacidade de futura noiva para ganhar dinheiro, lendo a sorte ou vendendo ouro e miudezas. Quem a escolhe é o pai do rapaz, e a mãe dela tem direito de opinar sobre a conveniência daquela união. Os filhos também podem rejeitar a proposta., mas dificilmente o fazem. Porque primeiro respeitam os mais velhos e depois por acharem que o casamento é o maior presente que os pais dão aos filhos após lhes ter dado a vida. Nas comunidades ciganas, o celibato é malvisto. O adultério, a poligamia e o homossexualismo, totalmente intolerados. E os casamentos são rituais complexos que envolvem uma preparação especial, variando um pouco de grupo para grupo. O noivado pode durar de alguns dias a meses, o pedido de casamento é feito à família da noiva pelo pai do pretendente, que também combina o dote que será pago como compensação pela perda da moça após o casamento, ela passa a pertencer à família do marido e só poderá voltar para seus familiares se enviuvar.

Entre os ciganos sintós (quase inexistentes no Brasil), os noivos arquitetam uma fuga e, mais tarde, pedem aos pais que reconheçam a união. Quando a familia concorda, eles voltam ao grupo, realizará uma grande festa de cinco dias para o reconhecimento público do nosso casal. À chegada, porém, a noiva fujona será recebida com dois tapas no rosto um da mãe e outro do irmão. Esses tapas simbolizam o perdão e, portanto, o consentimento para aquela união. Enquanto a festa durar, alguém respeitado pelas duas famílias falará aos noivos sobre a beleza, a importância e a responsabilidade do casamento. Todas as noites haverá um baile ao redor da fogueira, e o jovem casal evitará mostrar-se junto.

Nos demais grupos ciganos, a festa dura três dias e começa com a armação de duas tendas, cada qual com uma bandeira por cima. O primeiro dia é dedicado à preparação das comidas. O segundo tem como ponto alto uma reunião na tenda da noiva e a distribuição de flores pelos noivos, começando pelos próprios pais e estendendo-se aos demais convidados. O terceiro dia é o ponto alto da festa. Acompanhado do pai empunhando uma bandeira vermelha que simboliza a honra, o noivo irá à tenda da jovem esposa, onde entrará forçando a passagem. Lá dentro, será convidado a beber com os pais dela, com quem começará um diálogo preestabelecido. À determinada altura do diálogo, a jovem será erguida acima da mesa e entregue a ele. Ambos terão suas mãos unidas por um lencinho vermelho, ao mesmo tempo que um ancião faz votos de felicidade e lhes entrega um pedaço de pão com sal, símbolo da eterna união.

No final da festa, a noiva retorna à casa dos pais. Logo, porém, haverá outra festa, mais íntima, em que ela receberá o diklo (o lencinho de cabeça usado para identificar as mulheres casadas). Só então se mudará para a casa do marido e o casamento será consumado. Um detalhe importantíssimo é a apresentação pública do lençol com a marca de sangue da primeira noite, pois entre os ciganos uma mulher que não seja virgem pode ser repudiada pelo marido.

Morte

Um cigano morreu. Sinal de que, dali para a frente, a tribo terá um intermediário entre ela e Deus. Apesar dessa importância, o morto só terá seu nome pronunciado de novo quando for totalmente indispensável e seus pertences, caso ele seja sintó, serão todos queimados. Para os ciganos, a alma de quem morre, o duho (respiro), permanece na Terra por mais quarenta dias, revisitando os lugares por onde passou, lembrando tudo que lhe fizeram e vingando-se dos inimigos. Para evitar essa "ira", todos os parentes e amigos procuram manter-se próximos, sempre que há alguém muito doente na tribo. A fim de receber quem vem de longe (e muitos vêm), é armada uma barraca ao lado de onde está o moribundo. Nesse periodo, todos falam sobre ele, procurando demonstrar afeto e gratidão por sua passagem pela Terra.

Quando enfim a morte acontece, por mais esperada que seja, todos demonstrarão surpresa, não faltando gritos, desmaios e choros. E muito pior será se, na hora da morte, o falecido não estiver segurando uma vela nas mãos, pois então corre risco de ele se perder antes de chegar ao destino final: raió (céu) ou catrano. Este último é um lugar embaixo da terra, onde a alma dos condenados é recebida por Arangeloudan (divindade que representa a justiça divina) queima em piche e lama. É para lá que vão todos aqueles que blasfemam o nome de Deus ou matam.

Ao visitar o morto (seus inimigos não devem sequer aparecer) é importante levar-lhe flores, licor e velas. A tristeza deve ser moderada e, em certo momento, todos vão passar para uma sala onde estará armado um banquete. Nessa hora, são relembrados os momentos felizes da vida do falecido e tenta-se "alegrá-lo". Em seu caixão, é colocado tudo de que ele mais gostava, e o enterro será realizado com pompa.

No terceiro dia após a morte, começa a Pomana - um ritual fúnebre cigano cujo verdadeiro significado já não é conhecido. Trata-se de uma espécie de festa, na qual se servem os pratos prediletos do morto e seu lugar à mesa fica reservado. Não é permitido se embriagar e a tristeza deve ser moderada. A Pomana acalma o espírito e precisa repetir-se no terceiro, sétimo ou no nono e quadrágésimo dias após a morte. Depois de seis meses e no primeiro aniversário também. Muitos grupos ciganos costumam guardar luto até a terceira Pomana, ou mais, se quem morreu foi uma criança. Daí, todos se vestem de preto, não se bebe, há constantes visitas ao cemitério e os homens não fazem a barba.

Já outras comunidades ciganas têm costume apenas de, no quadragésimo dia, jogar uma vela e pão na água corrente. Se eles forem embora, é sinal de que a alma foi liberada para seguir seu destino. Senão, nada mais há a fazer.

NEWS - CONSTITUICIÓN EUROPEA EN ROMANÓ-KALÓ...

La Constitución Europea traducida al Romanò-Kalò

http://www.unionromani.org/index_es.htm


Juan de Dios Ramírez-Heredia, Presidente de la UNIÓN ROMANÍ, ha realizado la traducción de los artículos directamente relacionados con la defensa de los derechos humanos y los valores democráticos del nuevo Tratado Constitucional.

Con motivo del referéndum convocado en España mediante el cual los españoles vamos a manifestar nuestro parecer con el texto de la nueva Constitución Europea, la Unión Romaní ha querido divulgar el nuevo texto constitucional entre los gitanos españoles. Y lo ha hecho en edición bilingüe Castellano— Romanò-kalò que pretende ser la lengua normalizada del más de un millón de gitanos que vivimos en España, Portugal y sur de Francia.

El texto traducido que ofrecemos hoy obedece a una propuesta divulgadora que está inspirada, fundamentalmente, por el principio de la flexibilidad porque una lengua utilizada por más de trece millones de personas en todo el mundo, que carece de una autoridad científica que fije las normas y regule las incorporaciones de nuevos vocablos al acervo común de todos sus hablantes, ha de tener, forzosamente muchas y significadas contradicciones.

Los gitanos españoles sabemos muy bien que el kalò padece una terrible enfermedad que le ha llevado de forma irreversible a la fase terminal de su existencia. El Romanò-kalò puede ser el revulsivo que avive las ascuas del fuego de nuestro idioma que en lo más íntimo de nuestros sentimientos siempre estuvo latente.

La publicación de estos artículos de la Constitución Europea ha de servir para cumplir con un doble objetivo: Por una parte propiciar que los gitanos españoles tengamos la posibilidad de conocer aquellas partes de la Constitución que más directamente pueden afectarnos. Y por otra lograr una mayor difusión del Romanò-kalò . Creemos que la forma correlativa en que aparecen los artículos, en Castellano y en Romanò-kalò , puede cumplir con el objetivo didáctico que igualmente nos proponemos.

Queremos, finalmente, decir que nosotros, los gitanos que formamos parte de la UNIÓN ROMANÍ, vamos a votar SÍ a la Constitución Europea. De nosotros dijo un día el Premio Novel de Literatura, Günter Grass, que los gitanos somos los más auténticos europeos de cuantos pueblos ocupan este viejo continente. Tal vez porque siempre creímos que las fronteras son rayas artificiales que solo sirven para dividir a los pueblos y que junto a nuestra condición de gitanos unimos la de ser ciudadanos del mundo, nuestro SI a la Constitución Europea es el fruto más sincero y más instantáneo de nuestras más intimas convicciones.

Enviado por: Juan de Dios Ramírez-Heredia

sexta-feira, 22 de maio de 2009

NEWS OF ROMANIES IN THE WORLD

UK Seminar on Rromani History and Culture

Gypsy Roma Traveller History Month and The Greenwich Borough Traveller Education Service, in conjunction with the University of Greenwich presented
A SEMINAR
All Change! Recent Debates over the history and origin of Roma/Gypsies/TravellersThe seminar took place on the third floor lecture theatre of the King William Building,
Old Royal Naval College, University of Greenwich,
between 10.30am and 4.00 on the 3rd June 2008.
Among those who contributed to the discussion were:
Professor Ian F. Hancock, Director of the Romani Archives and Documentation Center.
University of Texas at Austin on "Mind the Doors!
The Contribution of Linguistics" Dr. Adrian Marsh, of the University of Greenwich,
on narratives of origin and the Romanlar/Domlar/Lomlar Gypsies and Göcebe/Gezginler/Abdallar Travellers of Turkey.
Mr.Valdemar Kalinin, of Camden Traveller Education Service,
on The construction of Romani History in the former Soviet Union.
Mr Damian Le Bas Jr. of the University of Oxford on The possible implications of diasporic consciousness for Romani identityIntroduction was by the Chair,
Mr Gregory Kwiek, Stockholm University Institute of Ethnology,
and Chair of the Romano Pasos Research Centre

http://www.rromaniconnect.org/Rromaniseminar.html

ARTIGOS - Del Romanô al Caló

SEIS SIGLOS DE LENGUA GITANA EN ESPAÑA

por Marcelo Romero Yantorno

El Caló, llamado también Romanó, es una lengua mixta de base gramatical española y variable vocabulario gitano (Romaní), hablada por gitanos españoles (Calé). Registrado en textos al menos desde El siglo dieciocho, junto con el Calâo portugués-brasileño, el Romano catalán y el Errumantxela vasco, forma el grupo Ibérico de la lengua Romaní, que en contacto con las lenguas vernáculas como el castellano o el catalán, se fraccionó primero en dialectos y finalmente enlenguas neo-romaní, clasificadas por los especialistas como Para-Romaní. En rigor, es más preciso hablar de "lenguas" que de "dialectos" Romaníes en razón de que el Caló, por ejemplo, como El Romany inglés, ya no puede ser considerado dialecto del Romaní al ser su gramática la de otra lengua. Se reserva pues el rótulo de "dialectos" del Romaní para aquellas variedades como el "Romanés" (Kelderasitsko - rumano cuya gramática aún hoy es de base índia).

Gitanos en EspañaLa primera mención histórica del pueblo gitano en España se remonta al 12 de enero de 1425, cuando el rey Jorge de Aragón concedió um salvoconducto al Conde Juan del Pequeño Egipto y su "kumpanya". Trás un período de cierta benevolencia, a partir de 1499 la corona española persiguió sin piedad al pueblo gitano , obligado a elegir entre el abandono de sus costumbres y nomadismo o el destierro y la pena capital. A partir del siglo diecisiete comienzan a surgir comunidades gitanas sedentarias en ciudades como Jerez de laFrontera, y a menudo las "gitanerías" reeemplazaron las "morerías" como barrios extramuros. Tras la espantosa "gran redada" de 1749 (1),poco a poco el furor de las pragmáticas reales comienza a ceder, de manera que el siglo diecinueve vería el florecimiento del canteflamenco gitano y la aparición pública de toreros que no temían em revelar su identidad. Después de las tinieblas de la pesadilla franquista, con la democracia las asociaciones gitanas han formado laUnión Romaní de España, que a su vez está conectada con las demás organizaciones gitanas del resto del mundo.

La Lengua GitanaAunque como dijimos la lengua Gitana europea (2) se encuentra hoy em día fraccionada en dialectos y lenguas mixtas, en su origen, AL llegar los primeros Gitanos a Europa, hacia el siglo doce, era uma sola Romaní Chib, cuyo origen puede buscarse en el Sánscrito, hoy lengua sagrada de la India, o más precisamente en alguna forma dePrácrito (lengua popular) hablada en la India poco antes de o hacia comienzos de nuestra era (3). Y si como dice el historiador persa Firdusi los primeros Gitanos llegaron al actual Irán hacia el año 420, la influencia de las lenguas iranias parece corroborar una larga permanencia gitana en estas tierras, no sólo en el léxico sino también en la gramática. Menor es la influencia de las lenguas que se hablan en el Cáucaso como el Armenio, el Oseta o el Georgiano (en eseorden).

Aunque no se pueda precisar con exactitud el impacto de esas y otras lenguas asiáticas en la Romaní, sí se puede afirmar por la gramáticacomparada que la influencia del Griego popular fue decisiva sobre La Romaní Chib, al punto tal que los expertos hablan de que la lengua Gitana es una lengua india "balcanizada", es decir que comparte uma serie de características propias de las varias lenguas habladas en La zona de los Balcanes como el Griego, el Rumano o el Búlgaro, todaspertenecientes a diferentes familias lingüísticas. Esto es evidente no tan sólo en el vocabulario, con numerosos préstamos de esas lenguas, sino también en la gramática, que sobretodo en el caso de La sintaxis es a menudo paralela a la del Griego moderno.Posteriormente al éxodo gitano de Grecia en el siglo quince comienzan a surgir dialectos al entrar en contacto el Romaní con lenguaseuropeas como el alemán o el español.Primeras referencias de Romaní en EspañaEn los documentos oficiales españoles de los siglos dieciséis y diecisiete, la Romaní Chib es malintencionadamente descripta como una "jerga artificial" , "cingerionza", argumento útil para La negación de una identidad gitana específica. Inclusive el lingüista Covarrubias creía que los "egipcianos" habían olvidado su lengua original, emparentada con las eslavas, y se valían de una suerte de germanía para no ser entendidos. Libelos como el "Discurso contra los Gitanos" (4) , esgrimían una estúpida sinrazón para justificar uma represión despiadada.

No obstante, y contradictoriamente, lãs Pragmáticas Reales son puntualmente explícitas en su prohibición deluso de una "lengua gitana".En la literatura, el panorama no es mucho mas ilustrativo:los "gitanos" de Cervantes o Góngora por lo general cecean pero no usan ninguna palabra romaní... Todo esto indicaria un carácterhermético del Romaní de aquella epoca, lo cual a su vez parece confirmar que el Caló como lengua mixta, aun no había nacido, mas allá de que la germanía del diecisiete pueda contener algunosvocablos Romaníes.

El Romaní Ibérico

Comparando las lenguas que forman el grupo Ibérico del Romaní, ES posible concluir que aquellas surgieron de una única raiz Romaní llegada en el siglo quince a España. Aunque como vimos no existeningún testimonio concreto de ese Romaní ibérico, a juzgar por los restos de gramática Romaní presentes en el Caló y sus hermanos y enlos testimonios de dos variedades , hoy prácticamente extinguidas, El Romaní catalán (5) y el vasco (6), se puede afirmar que la lengua madre no difería en esencia del Romaní que aún hoy se habla en los Balcanes por ejemplo, aunque naturalmente con diferencias léxicas y un carácter mas "arcaico".

La transición del Romaní al Caló

El léxico de la Romaní Chib puede dividirse claramente entre El vocabulario "original", común al Romaní europeo en su conjunto (de origen pre-europeo) y el específico de cada dialecto o lengua Romaní (con préstamos de lenguas europeas). El Romaní tiene numerosos dialectos a veces ininteligibles entre sí. A su vez, en algunospaíses del Occidente europeo y también de Medio Oriente, el Romaní se mezcló con la lengua del lugar perdiendo su gramática y transformándose en una serie de lenguas nuevas, que no puedenentenderse con el Romaní, las ya mencionadas lenguas "para-Romaní".

Pues bien, a partir del siglo dieciocho es evidente a partir de los primeros testimonios escritos que el Romaní "gramatical" va cediendopaso al Caló, cuya gramática es casi totalmente la misma del español.Las causas de este proceso, así como la epoca exacta son objeto de controversia. Habría que tener en cuentas consideraciones de ordentanto lingüístico como social e histórico. Como quiera que sea, este proceso, en el marco de las mencionadas persecuciones, y de La interacción de comunidades nómades y sedentarias, se desarrolló a lo largo de dos o tres siglos, en un escenario donde coexistieron variedades más y menos "españolizadas", para producir al comienzouna "lengua común" quizás algo simplificada.En realidad, el Caló parece ser el resultado de un proceso que podemos llamar de cambio lingüístico, en el cual el Romaní español,tras haber asimilado gradualmente la fonología y la sintaxis delcastellano (del cual asimismo ya habia tomado abundantes préstamos de vocabulario) fue abandonado en favor de una forma particular delespañol donde se retuvieron ciertas palabras Romaníes especificas,muchas de las cuales ("chaval", "menda" etc.) pasaron al españolcoloquial. Al mismo tiempo, quizás en contacto con otras regiones de España donde se conservaba el Romaní "gramatical" como Cataluña, se mantuvo en ocasiones un Caló "cerrado" , el cual incorporó una cierta cantidad de vocabulario de origen Romaní o desconocido, a menudo jergal, además de mantener algunas características gramaticalesRomaníes si bien dentro del marco de una gramática española.

Interesante es el caso de los topónimos como "Chim ye manró", literalmente "tierra del pan" para Extremadura, que es uma españolización de un presunto vocablo Romaní "them e manreskoro".El Caló primitivoEl primer vocabulario conocido de Caló es un manuscrito del siglo dieciocho titulado "Jerigonza, y más propio: guirigay de gitanos",hallado en la Biblioteca Nacional de Madrid y publicado por El filólogo ingles John Hill en 1921 y recientemente revisado por El catedrático Ignasi Xavier Adiego (7) de la Universidad de Barcelona.La fonología de este Caló temprano ya muestra influencia del dialecto andaluz , y es evidente que la lengua descrita aquí ya es Caló y noRomaní porque por caso los verbos aparecen con la terminación española de infinitivo, tal como hoy en día.

Una curiosidad única Del Caló entre las lenguas Romaníes, y ya reflejada en este vocabulario,es el uso de sustantivos que en vez de aparecer en el caso nominativo, aparecen con la forma de otro de los casos gramaticales del Romaní, por ejemplo en vez de "mol" ya aparece "mollate" (ambos como "vino"), el origen de la segunda forma es el caso preposicional o locativo Romaní "moliate" , que gramaticalmente y aún hoy en los dialectos Romaníes tiene el valor de toda una frase: "en el vino".

El Caló comienza a ser cada vez mas común en los sainetes y obrillas del teatro costumbrista dieciochesco, por ejemplo en las obras delgaditano González del Castillo, por donde se deja ver que muchas palabras del Caló ya habían pasado al léxico coloquial andaluz .El Caló del diecinueve al veinteCon el abandono (de hecho, que no de derecho) de las leyes antigitanas de los siglos anteriores, el pueblo gitano saldrá Del anonimato y a la vez que el flamenco gitano irá ganando audiencia com sus soleares y siguiriyas, se desatará una intensafiebre "gitanófila" por toda España: se dice que hasta los monjes escribían poesías en (un muy peculiar por cierto) Caló.

Es la época del famoso George Borrow, vendedor de biblias y comprador deaventuras por los caminos de Europa, polémico personaje que publicó en 1842 en Londres el primer diccionario de Caló (8). En ediciones posteriores se echa de ver la "corrección" y "ultra-gitanización" por él mismo de sus propios textos, antes más fidedignos, al substituir por ejemplo a ultranza las preposiciones castellanas usadasnormalmente en Caló por equivalentes Romaníes tomados a veces de otros dialectos europeos.

Seguirán una serie de a menudo pococientíficos diccionarios bilingües, cuyo mejor exponente tal vez sea la obra de Francisco de Sales Mayo (9), si bien el "súper-Caló" desus ejemplos de prosa o poesía es dudoso si fue hablado como lengua coloquial alguna vez. Otro trabajo meritorio es el de Don Luis Usoz y Río ( que conoció a Borrow) , manuscrito de 1835 y sobre el que se discute una posible fuente escrita, y que no fue publicado hasta 1987 (10). Mas allá de todo el mundillo gitanófilo, el Caló se siguióhablando en mayor o menor medida pese a los pronósticos sombríos que sobre él se hicieron, aunque hay que admitir que quizás se redujo elnúmero de Calo-parlantes con el correr de los años.

Se dice que em realidad fue la desaparición del chalaneo, como actividad econômica gitana lo que llevó a una mayor decadencia del Caló en nuestra epoca, así como una mayor integración a una sociedad que aún hoy discrimina al Caló como lengua nacional (el Caló no es considerado de la misma manera que el gallego, el catalán o el vasco; aún el ladino sefardí,que ya no se habla en España, goza aquí de un reconocimiento en lapráctica que el Caló aún no ha recibido)(11).En realidad hoy en día el grado de competencia en Caló varía de persona a persona y de comunidad a comunidad, así para algunos es em algunas ciudades del sur donde más se ha perdido y entre gruposnómades donde más conserva, si bien en general existe um vocabulario "básico" de transmisión oral, más o menos conocido por todos, ya sea activa o pasivamente.

El Caló del futuro: Romanò-Kalò

Tal vez el aspecto más interesante del Caló hoy en día sea La recuperacion del Romaní. Mas allá de algunos intentos bienintencionados pero de dudosa practicidad llevados a cabo esporádicamente, cuyo objeto es la recuperación de un Caló "ideal" ,un "superCaló" que a pesar de no llevar palabras españolas en su estructura gramatical sigue siendo español y por lo tanto ES incmprensible para el resto del mundo Romaní, merece la máxima atención la iniciativa de "re-gramaticalizar" el Caló, volver en lo posible al Romaní, aprender otra vez sus leyes gramaticales para adaptar el vocabulario Caló existente a estas y tomar de los otrosdialectos las palabras Romaníes perdidas (12). Esto pareciera simple, pero requerirá no sólo del mayor esfuerzo de la comunidad calorrí, sino también de un apoyo activo de especialistas e instituciones.
Ya han sido publicados algunos textos en este "Romanò-Kalò" que intenta ser comprensible para los demás gitanos del mundo, resta ver qué se puede esperar de los organismos oficiales y de cada una de lãs personas que puedan contribuir.De todas maneras, es opinión del autor de estas líneas que El ambicioso proyecto (a mediano-largo plazo) de recuperación del Romanò-Kalò no invalida el intento de enseñar y aprender el Caló de siempre, sin "re-gitanizaciones", porque es la lengua del pueblo Gitano español, y en ella están presentes seis siglos de historia, una historia de duquelas pero también de amor y de lucha, porque después de tantos "caminos de tristes sombras", el Caló sigue vivo. Que losigan naquerando los chavorrós del tasata porque el Caló sinela La historia de los calorrós. Sastipen ta lí.

Himno Romanó (fragmento)

Gelém gelémlungoné dromensa...
maladilémchorimé Rromensa.
Gelém gelémlungoné dromensa...
maladilémbaxtalé Rromensa.
O chavale!O Rromale!

Opré Rromale!Opré chavale!

Andaítos tengocaminos muy largos, gitanitos pobres como me he encontrao...!
Andaítos llevocaminos muy largosgitanos felicescomo me he encontrado...!
Ay, compadres...! Ay, gitanitos...! Arriba, gitanos...! Arriba, compadres...!

Notas:

Ver entre otros, Gómez Alfaro, Antonio: "La reducción' de los niños gitanos" en I Tchatchipe, nº 8, 1994, pp. 27-42, y sobretodo por elmismo autor "La Gran Redada", Ed. Presencia Gitana, Madrid, 1994.

El nombre de la lengua Gitana en la lengua Gitana (europea)es "Romaní Chib". A menudo, en varios dialectos se dice simplemente "vakyarel romanés" ("habla gitanamente", em contraposición a "vakyarel gadyikanés" ("habla a lo payo"), lo que há hecho que se interprete como si el nombre de la lengua fuera "romanés". Esta palabra en realidad es un adverbio, que se puede usar también en lo referente a la vestimenta por caso. Así, locorrecto es hablar de "Romaní", o "Romanó", si bien este último término, más castellanizado, se aplica en España con frecuencia AL Caló propiamente dicho. Por otra parte, en Asia existen otras lenguas Gitanas como el Domari de Israel que guardan estrecha relación con La lengua Romaní, pero sobre cuyo origen común los expertos discrepan em cuanto a si se separaron en la India o si proceden de un tronco común "post-indio".

Ver Turner, R.L. "The Position of Romani in Indo-Aryan" en Turner, R.L., Collected Papers, Londres, 1973, 251-290. Turner fue uno de los más eminentes estudiosos de las lenguas de la India, autor entreotros de un monumental diccionario comparado de todas ellas. Su trabajo aquí citado sobre la posición del Romaní dentro de lãs lenguas indoarias es una imprescindible referencia para comprender las leyes de la evolución del Romaní a partir del Sánscrito, y uma prueba de su origen en el centro de la India (y no el Noroeste comose sostenía a menudo).

En Grande, Félix: "Memoria del Flamenco ", Espasa Calpe, Madrid, 1979, pp. 678-692.En Ackerley, Frederick, "The Romani Speech of Catalonia", en Journal of the Gypsy Lore Society, 1914, new series: 8, pp. 99-140En Ackerley, Frederick, "Basque Romani", en Journal of the Gypsy Lore Society, 1929, third series: 8, pp.50-94Adiego, Xavier Ignasi: "The Spanish Gypsy Vocabulary of Manuscript 3929" en Journal of the Gypsy Lore Society, 1998, vol.8, nº 1: 1-18En Borrow, George: "The Zincali", Ed. John Murray, Londres, 1842 y 1846, texto luego reeeditado.

En Sales Mayo, Francisco ("Quindalé"): "Diccionario Gitano...", Oficina Tipográfica del Hospicio, Madrid, 1867Por Torrione, Margarita, "El Diccionario Caló-Castellano de Don Luis Usoz y Río", Universidad de Toulouse, Toulouse, 1987En efecto, el ladino, que hoy se habla mayormente sólo en Israel, há merecido un interesante espacio en la programación de Radio Exterior de España, por ejemplo; para no mencionar los noticieros diarios em catalán, gallego y vasco.

Ver Ramírez Heredia, Juan, "A propósito de nuestra lengua", en I Tchatchipen, nº 2: pp.38-41, 1993. Para los interesados en La gramática Romaní, ver "Gramática Gitana" también por Ramírez Heredia,en I Tchatchipen, nº 2: pp: 35-64, nº 3: pp.46-63, nº 4: pp.44-63, nº 8: pp. 54-62, y nº 9:pp. 44-52

ARTIGOS - Ser Gitano!

SER GITANO!

Para:
Gitanos@yahoogroups.comCom cópia:
'Jorge Bernal'
Assunto:
[Gitanos] Ser gitano

Ser gitano (Ser Cigano)

Son 16 millones en el mundo y 300 mil en la Argentina. A pesar de las persecuciones, lograron mantener su cultura e identidad. Un teleteatro con más de 20 puntos de rating habla sobre su vida. Pero sólo ellos, afirman, son capaces de explicar qué es ser gitano en el siglo XXI
Siempre le pasa lo mismo cuando sale a la ruta. Baja las ventanillas, las manos al volante se quedan mudas, los ojos vibran con la línea recta de la llanura pampeana, mitad cielo y mitad campo verde. Entonces Mario Castillo, andariego desde antes de nacer, respira hondo, sonríe con ganas. Asoman seis dientes de oro que besa el sol . "Cuando paso Zárate, se me abre el corazón. Siento el país", comenta ahora bajo el techo de su carpa, en Rafael Castillo. En realidad, las carpas son tres, en las que habita una familia de 15 personas.

Estén donde estén, los gitanos necesitan un gran living: la vida de una familia gitana es intensa y extensa. Con espíritu trotamundo, son más de 16 millones en el planeta. Quedan pocos nómadas, pero todos comparten una lengua, una ley, una cultura transmitida oralmente.

Pero ser gitano no se parece a lo que muestra la tele. Su vida está lejos de la ficción que acapara rating en una novela, Soy gitano (Canal 13), que para ellos potencia prejuicios. De eso se quejan. Y abren la puerta para mostrar qué significa ser gitano en el siglo XXI.

(Enviado por Jorge Bernal em 25 Jan 2004 – através de Roma Network).

TAROT - UM ORÁCULO DE ORIGEM CIGANA

Olá!

Se Você gosta desse sagrado Oráculo que é o Tarot, venha consulta-lo nos moldes da Tradição!

Helena Rego (cigana Sttrada) - 11 3242.2774 / 8561.1567

Você vai poder conhecer toda a sabedoria arcana do Tarot através do Tarot Egípcio.

O meu nome na Iniciação Egípcia do Tarot é Núbia (sacerdotisa de Isis) minha deusa favorita do panteão egípcio.

Eu amo o Egito e trabalho com o Tarot Egípcio há mais de 30 anos! Além do que, minha origem antiga (segundo uma regressão de memória) foi como Ankhsenamum (filha de Akenaton e Nefertiti e esposa de Tuthakamon) no antigo Egito.

Aguardo a todos com o coração em festa!

O nosso encontro com o Tarot é MAKTUB (está escrito nas estrelas)...